Minha opinião sobre as manifestações de 26/05/2019

Avenida Paulista, São Paulo

Todos nós acompanhamos as manifestações que tomaram as ruas de mais de 150 cidades em 26 estados e no distrito federal, no último domingo 26 de Maio. Tendo como principais pautas as defesas do presidente Jair Bolsonaro, e das propostas de Reforma da Previdência de Paulo Guedes, do pacote anticrimes de Sérgio Moro, da Medida Provisória 870 da Reforma Administrativa, entre outras, as manifestações reuniram milhares de pessoas, portando bandeiras do Brasil, e cartazes que defendiam as pautas mais diversas. Apesar do temor inicial de que as manifestações acabassem por defender pautas antidemocráticas, como o fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional,  o que se viu foi um movimento formado majoritariamente por famílias, com pessoas de todas as idades, clamando por reformas e por mais seriedade na política. Vários políticos foram criticados, e foram chamados a ouvir o clamor popular e a trabalhar em prol da aprovação das medidas do governo, até por que muitas medidas enviadas pelo governo  ao Congresso correm o risco de caducar porque o prazo limite para aprovação está perigosamente próximo.

Antes da realização das manifestações, muitos jornalistas, analistas e representantes de movimentos de rua se posicionaram contra a realização das manifestações. Muitos criticaram, com razão, a adoção de pautas autoritárias, mas não conseguiram perceber a maturidade política alcançada pelo nosso povo que depurou a pauta por conta própria, execrando qualquer pauta antidemocrática. Pessoas como Janaína Paschoal e movimentos como o Movimento Brasil Livre se posicionaram contra a realização das manifestações, considerando que as pautas e o momento não eram adequados. Acabaram se tornando alvo da ira da massa popular que tomou as ruas, com manifestantes mais radicais os chamando de traidores.

Sou conservador, e como tal eu também não defenderia uma manifestação que tivesse pautas propondo o fechamento do STF e do Congresso, pois sou contrário a qualquer tipo de ruptura institucional e defendo que as mudanças e reformas necessárias para aperfeiçoarmos nosso sistema político sejam feitas dentro das regras, usando as ferramentas democráticas de que dispomos, e manifestação popular é uma delas. 

Também sou defensor da liberdade de pensamento e de expressão, e da liberdade de escolha de cada indivíduo, e por isso não condeno aqueles que pensam diferente ou divergem dos meus posicionamentos. Claro, que no caso de esquerdistas e afins a história é outra, já que geralmente eles não sabem respeitar posicionamentos contrários aos seus. Eu sempre estou disposto a um bom debate de ideias, mas desde que seja feito com educação e respeito. Por isso normalmente não debato com esquerdistas, pois não sabem  o que significa respeito.

Não me considero um bolsonarista, mesmo tendo votado em Bolsonaro. Não sou radical na defesa do presidente, me dou a liberdade de elogiá-lo e também de criticá-lo. Não sigo ninguém cegamente. O único a quem sigo incondicionalmente é Jesus! Por isso ninguém me verá postando mensagens radicais, e também sou contra queimar aliados em praça pública só porque discordaram de algo ou erraram em suas avaliações. Estou disposto a desculpar a todos aqueles que tiverem a humildade de reconhecer que erraram! Todos nós somos suscetíveis a erros, eu inclusive, e creio que ninguém gostaria de ser injustamente execrado publicamente só por discordar de algo ou enxergar as coisas de maneira diferente!

Apesar da grande imprensa insistir em reduzir a importância das manifestações, com toda a certeza elas entraram para a história como a primeira em que os cidadãos comuns foram às ruas defender a aprovação de pautas complexas como a Reforma da Previdência de Paulo Guedes, antes considerada impopular. Muitos críticos focam apenas nos números de manifestantes presentes, e se esquecem que estas manifestações são diferentes, pois não tiveram as lideranças que estavam presentes em manifestações anteriores, não teve o apoio de movimentos de rua e nem da imprensa ou de formadores de opinião, que ao contrário, se posicionaram contra. Desta forma, estas manifestações foram únicas, pois foi a primeira vez na nossa história que o povo foi às ruas defender aquilo que considera importante para construir um país melhor e cobrar os políticos, deixando claro a eles o que esperam que eles façam. Houve ameaças aos políticos? Sim, mas ameaçamos usar a arma que a democracia nos concede, que é o nosso voto! Deixamos claro que daremos o troco a todos os políticos que insistirem em ignorar as nossas vozes! Nosso povo amadureceu!

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